Não:
Tudo já foi dito - sobre o que era importante e simples de dizer - nos milênios em que os homens passaram pensando e se esforçando. Já foi dito tudo sobre o que era profundo em relação à elevação do ponto de vista, isto é, abrangente e extenso ao mesmo tempo. Hoje em dia, só nos cabe repetir. Só restam alguns poucos detalhes ínfimos ainda inexplorados. Ao homem atual só resta preencher os vazios com uma algaravia de detalhes.
Sim:
Sim? Que tudo já foi dito, que não há nada a dizer, sabe-se, percebe-se. Mas o que menos se percebe é que essa evidência confere à linguagem um estatuto estranho, até inquietante, que a redime. As palavras salvaram-se, afinal, deixaram de viver.
(Marcel Maniere citado por Vila-Matas, Bartleby e companhia)
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